Mariana Franco Ramos - Redação Bonde
Cotado para assumir a vaga de vice-governador na chapa
encabeçada por Gleisi Hoffmann (PT), o ex-senador Osmar Dias (PDT) anunciou
neste sábado (5) que não irá disputar nenhum cargo eletivo em outubro.
Por meio de nota oficial, reproduzida na página do PDT de
Curitiba, ele afirmou que pretende permanecer como vice-presidente de Agronegócios
e Micro e Pequenas Empresas do Banco do Brasil, em Brasília, "com extrema
dedicação e absoluta seriedade".
Conforme determinação do Superior Tribunal Eleitoral (TSE),
o prazo para desincompatibilização de ocupantes de cargos públicos que desejam
concorrer se encerra hoje.
Osmar escreveu que abriu mão de postular a vaga ao Senado,
como desejava o PT, para não enfrentar seu irmão, Alvaro, candidato à
reeleição.
Neste ano, o Paraná possui apenas uma cadeira aberta,
justamente a do tucano.
"Tenho que voltar a falar em dignidade, caráter e
respeito. Enfrentar um irmão de sangue numa disputa eleitoral não seria um
desrespeito somente a minha família, mas uma agressão à população que sempre me
respeitou. Seria uma negação dos valores morais que herdei dos meus pais",
justificou.
O pedetista falou ainda que, embora honrado com os convites
que recebeu, dará sua contribuição de outra forma.
"Agradeço o reconhecimento daqueles que entendem ser
importante participar do processo eleitoral em busca de um mandato. O fato de
não disputar a próxima eleição, não significa que me afastarei de minhas
responsabilidades de homem público", completou.
No dia 14 de março, ao participar do encontro com o
ex-presidente Lula na capital paranaense, Osmar já tinha garantido que apiaria
tanto Gleisi como a presidente Dilma Rousseff (PT).
"Nós não fizemos uma aliança para disputar a eleição em
2010. Fizemos uma aliança para oferecer um projeto ao Paraná e ao Brasil",
discursou à época.
Com a desistência de Osmar Dias, ganha força a possibilidade
de o vice-presidente da Câmara, André Vargas (PT), ser o escolhido para a
candidatura ao Senado.
O deputado federal Dr. Rosinha (PT) já afirmou, porém, que
também colocará seu nome à disposição do partido, se dispondo inclusive a
bater-chapa com o londrinense na convenção da legenda, ainda a ser definida.

