Redação Bonde com Polícia Civil
Fabiano de Oliveira, secretário de Administração da cidade
de Foz do Jordão, comarca de Guarapuava, e genro do prefeito, foi preso na
manhã desta terça-feira (16) por policiais civis da 14º Subdivisão.
Ele é acusado de integrar uma organização criminosa suspeita
de cometer diversos crimes como homicídio, tentativa de homicídio, roubo,
furto, entre outros.
Além do secretário municipal, outras 34 pessoas foram
detidas dentro da Operação Segredo, deflagrada nesta terça para prender a
quadrilha. Três pessoas ainda estão foragidas.
O delegado adjunto da 14º SDP, Alysson Henrique de Souza,
explica que o secretário de Administração de Foz do Jordão é acusado de
associação criminosa e favorecimento pessoal. Oliveira teria abrigado um dos
pistoleiros da quadrilha.
"O secretário dava casa e dinheiro para um dos
pistoleiros da quadrilha se manter. E quando esses criminosos eram presos
rapidamente entravam outros pistoleiros na quadrilha", afirma Souza.
"A intenção da quadrilha era comandar todas as ações criminosas da cidade",
completa.
Fabiano Oliveira vai responder também pelo crime de posse
ilegal de arma, já que a polícia encontrou uma pistola com o registro vencido
na casa do secretário. Além do mandado de
busca cumprido na residência do secretário, os policiais estiveram
no gabinete de Oliveira na prefeitura municipal.
"A delegacia geral tem determinado que se priorizem as
investigações no sentido de desarticular quadrilhas que estejam atuando nos
crimes de homicídio e contra o patrimônio. A intenção com isso é reduzir os
índices de criminalidade em todo o Paraná", disse o delegado geral da
Polícia Civil, Júlio Cezar dos Reis.
Tramitam na delegacia de Guarapuava três inquéritos por
assassinato, dois por tentativa de homicídio, 13 por furto, três pelo crime de
roubo, além das investigações sobre tráfico de drogas – todos envolvendo esta
quadrilha. A polícia apura um possível crime político.
"A suspeita que em um dos casos de tentativa de
assassinato envolve um agente partidário", adianta Souza. Apesar do
parentesco, o delegado adianta que o nome do prefeito de Foz do Jordão não foi
citado nesta investigação.

