terça-feira, 16 de junho de 2015

Genro de prefeito, secretário é preso acusado de integrar quadrilha no Paraná

Redação Bonde com Polícia Civil
Fabiano de Oliveira, secretário de Administração da cidade de Foz do Jordão, comarca de Guarapuava, e genro do prefeito, foi preso na manhã desta terça-feira (16) por policiais civis da 14º Subdivisão.
Ele é acusado de integrar uma organização criminosa suspeita de cometer diversos crimes como homicídio, tentativa de homicídio, roubo, furto, entre outros.
Além do secretário municipal, outras 34 pessoas foram detidas dentro da Operação Segredo, deflagrada nesta terça para prender a quadrilha. Três pessoas ainda estão foragidas.
O delegado adjunto da 14º SDP, Alysson Henrique de Souza, explica que o secretário de Administração de Foz do Jordão é acusado de associação criminosa e favorecimento pessoal. Oliveira teria abrigado um dos pistoleiros da quadrilha.
"O secretário dava casa e dinheiro para um dos pistoleiros da quadrilha se manter. E quando esses criminosos eram presos rapidamente entravam outros pistoleiros na quadrilha", afirma Souza. "A intenção da quadrilha era comandar todas as ações criminosas da cidade", completa.
Fabiano Oliveira vai responder também pelo crime de posse ilegal de arma, já que a polícia encontrou uma pistola com o registro vencido na casa do secretário. Além do mandado de
busca cumprido na residência do secretário, os policiais estiveram no gabinete de Oliveira na prefeitura municipal.
"A delegacia geral tem determinado que se priorizem as investigações no sentido de desarticular quadrilhas que estejam atuando nos crimes de homicídio e contra o patrimônio. A intenção com isso é reduzir os índices de criminalidade em todo o Paraná", disse o delegado geral da Polícia Civil, Júlio Cezar dos Reis.
Tramitam na delegacia de Guarapuava três inquéritos por assassinato, dois por tentativa de homicídio, 13 por furto, três pelo crime de roubo, além das investigações sobre tráfico de drogas – todos envolvendo esta quadrilha. A polícia apura um possível crime político.
"A suspeita que em um dos casos de tentativa de assassinato envolve um agente partidário", adianta Souza. Apesar do parentesco, o delegado adianta que o nome do prefeito de Foz do Jordão não foi citado nesta investigação.