Agências de Papais Noéis sofrem efeitos da crise
Crise que abate o país é responsável por uma redução de 50%
nos contratos já firmados para o Natal.
Por: Fernando Granato
Deixar as barbas de molho é uma expressão popular da língua
portuguesa que significa ter paciência, ficar alerta.
E é exatamente isso que estão fazendo com os papais noéis
“profissionais”, aqueles que trabalham em shoppings, lojas, clubes,
residências, hospitais, escolas, empresas e comerciais de TV durante os meses
de novembro e dezembro.
De acordo com Jorge Occhiuzzo, dono de uma das maiores
agências que prestam este tipo de serviço em São Paulo, a crise que abate o
país é responsável por uma redução de 50% nos contratos já firmados para o
Natal deste ano.
“No começo de novembro de 2014 havia cerca de 37 contratos
assinados”, afirmou. “Neste ano, com muito custo, consegui chegar a 25”, disse.
De acordo com Occhiuzzo, pequenos mercados de bairro, farmácias
e empresas menores estão inseguras sobre as vendas de fim de ano e resolveram
apertar o freio nos gastos adicionais, entre eles a contratação de Papais
Noéis.
“Somente grandes grupos empresariais estão nos contratando
neste ano”, disse. “Diziam que não havia crise para Papai Noel, mas não é isso
que estou verificando.”
A agência de Occhiuzzo, localizada na Zona Oeste da capital
paulista, tem 118 profissionais cadastrados e atende a bancos, empresas e
festas privadas, inclusive em residências. Um Papai Noel pode ganhar de R$ 3
mil a R$ 15 mil por um período de 40 dias de trabalho e R$ 400 por uma visita.
Porém, em tempos de bonança.
E quem conseguir trabalho, corre o risco de ganhar menos.
Segundo a Escola de Papai Noel, com sede no Rio de Janeiro, comerciantes que
vão contratar o bom velhinho pretendem deixar para a última hora e conseguir
negociar salários menores.

