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| Dilma |
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| Juiza |
Segundo a suspeita da força tarefa da Zelotes, as medidas
teriam sido "vendidas" em benefício da indústria automotiva.
Em ofício dirigido à presidente Dilma Rousseff, a juíza
solicitou "todos os documentos produzidos (estudos, pareceres, notas
técnicas etc), inclusive registro de reuniões". A juíza acolheu um pedido
da Procuradoria da República no Distrito Federal.
A intenção da Zelotes é encontrar indícios, na documentação,
da atividade de lobistas que aparecem, em mensagens eletrônicas interceptadas e
anotações apreendidas com ordem judicial, combinando ações e valores.
As duas medidas provisórias sob investigação, segundo os
ofícios da juíza, são a 471, de 2009, assinada pelo então presidente Lula, e a
627, de 2013, assinada pela presidente Dilma Rousseff. Ambas foram depois
convertidas em lei.
Ofícios com redação semelhante ao enviado a Dilma foram
também dirigidos pela juíza aos presidentes do Senado, Renan Calheiros
(PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e aos ministro Joaquim Levy
(Fazenda), Armando Monteiro Neto (Desenvolvimento, Indústria e Comércio),
Jaques Wagner (Casa Civil) e Celso Pansera (Ciência, Tecnologia e Inovação).
Segundo relatório da Polícia Federal, a investigação coletou
"informações importantes do 'trabalho de convencimento' realizado pelos
sócios da SGR [Consultoria] junto à Presidência da República, Casa Civil,
Ministério da Fazenda e Ministério da Indústria e Comércio".
A SGR Consultoria pertence a José Ricardo da Silva,
ex-conselheiro do Carf, conselho vinculado ao Ministério da Fazenda que analisa
recursos de empresários multados pela Receita Federal, que atuou em conjunto
com o lobista Mauro Marcondes Machado.
Ele pagou, por sua empresa Marcondes e Mautoni, pelo menos
R$ 1,5 milhão, em 2014, a uma microempresa de marketing esportivo de um dos
filhos do ex-presidente Lula, Luis Claudio Lula da Silva.
Em 23 de outubro, a Procuradoria da República no DF solicitou
à juíza que oficiasse a Presidência, os ministérios, Senado e Câmara a
entregarem "todas as informações referentes aos trâmites formais das
medidas provisórias" nº 471 e 627.
Aos presidentes do Senado e da Câmara, a Procuradoria pediu
que eles sejam instados a entregar "o suporte documental de todo trâmite
legislativo" das duas MPs. Para a Procuradoria, a coleta de todo o
material é "imprescindível" para "a completa elucidação dos
fatos".
A Folha não conseguiu localizar assessores do Palácio do Planalto
por volta das 22h00 desta quarta-feira (28).



