Redação Bonde com MP-PR
O Ministério Público do Paraná (MP-PR), por meio do Grupo de
Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Foz do Iguaçu,
cumpriu, na manhã de terça-feira (23), mandados de busca e apreensão na
Prefeitura de São Miguel do Iguaçu (Oeste paranaense), na Secretaria Municipal
de Saúde, na sede de uma empresa que presta serviços ao município e na casa de
um empresário.
Na operação, denominada Cálice de Hígia, foi também cumprido
mandado de prisão expedido contra um empresário da cidade.
O grupo foi denunciado por associação criminosa, usurpação
de função pública, prevaricação, falsidade ideológica e denunciação caluniosa.
As investigações do MP-PR indicaram que os denunciados, no
exercício de suas funções, praticaram diversos crimes.
O objetivo da quadrilha era manter a influência do
empresário preso sobre a Secretaria da Saúde, com a qual sua empresa firmou
contratos em valores que se aproximam de R$ 10 milhões.
O proprietário da empresa atuava na Secretaria de Saúde,
como se fosse funcionário público, editando atos administrativos para obrigar
outros funcionários, como enfermeiras, a prestarem informações sigilosas e
praticarem atos aos quais não estavam obrigados legalmente, além de passarem à
empresa documentos e informações sigilosas.
Além disso, os membros da organização falsificaram
documentos com o intuito de prejudicar funcionários que não atendiam às
deliberações do grupo, motivando a instauração de procedimentos administrativos
disciplinares contra eles e removendo-os compulsoriamente.
Os prejuízos principais foram quanto ao gerenciamento dos
serviços públicos na Secretaria de Saúde.
O Juízo da Vara Criminal de São Miguel do Iguaçu determinou
ainda a suspensão do exercício da função pública de alguns dos investigados – a
secretária de Saúde e diversos servidores da Secretaria de Saúde: o diretor de
Saúde, o diretor de Administração, a diretora de Vigilância em Saúde, a
coordenadora de Enfermagem, a diretora do Centro de Especialidades
Odontológicas e uma recepcionista.

