Redação Bonde
Professores da rede estadual de ensino se reúnem no Estádio Dorival
de Britto e Silva, mais conhecido como Vila Capanema, na manhã desta
terça-feira (9), em Curitiba. Eles decidem hoje se encerram a greve que já dura
mais de 40 dias.
A assembleia começou por volta das 9h30, com a presença de
cerca de 10 mil professores, funcionários de escolas e aposentados. A previsão
é que a reunião termine por volta do meio-dia, depois das lideranças fazerem
uma avaliação do movimento e de cinco pessoas se posicionarem contra ou a favor
da manutenção da paralisação, iniciada no dia 27 de abril.
Ontem à noite, em reunião do comando de greve na sede da App
Sindicato, a maioria dos chefes dos núcleos sindicais se manifestou pelo
encerramento. Dos 29 núcleos, 23 votaram a favor, dois pela continuidade e
quatro diretores ficaram divididos.
Por volta das 10h40, a presidência da mesa concedeu três
minutos para cada chefe de núcleo declarar seu posicionamento. O presidente da
App Londrina, Márcio André Ribeiro, foi o primeiro a falar e defendeu a
continuidade do movimento. "Há vários problemas na proposta, como as faltas
de abril que ainda não estão tiradas. Também entendemos que só podemos voltar
às aulas com compromisso completo de que não haverá punição sobre os diretores,
visto que eles tiveram um papel fundamental e importante na sustentação desse
histórico movimento", disse. Ribeiro também defendeu o piso nacional de
magistério. "Esse compromisso precisa ser respeitado, atitude que não
acontece há alguns anos", completou.
Ainda de acordo com ele, a maioria dos docentes de Londrina
quer continuar paralisado. "Refletimos e acreditamos que podemos
permanecer em greve por mais um tempo para pressionar os deputados e sair de
cabeça erguida", finalizou.
A proposta
O Executivo estadual ofereceu 3,45% de reajuste, em parcela
única, no próximo mês de outubro, para todos os servidores, referentes à
inflação entre os meses de maio - quando ocorre a data-base dos professores - e
dezembro de 2014. Em janeiro de 2016, os servidores devem receber novo aumento,
com a inflação acumulada em 2015, mais um ponto percentual. A mesma medida deve
ser tomada em janeiro de 2017.
A categoria pede 8,17% de aumento na data-base, além da
garantia de que as faltas não serão descontadas na folha de pagamento. As duas
greves dos professores já consumiram 49 dias letivos, segundo o governo, desde o
início do ano.
(Com informações da Agência Brasil).
Mais informações em instantes.

