terça-feira, 9 de junho de 2015

Começa assembleia que pode encerrar greve na rede estadual de ensino

Redação Bonde
Professores da rede estadual de ensino se reúnem no Estádio Dorival de Britto e Silva, mais conhecido como Vila Capanema, na manhã desta terça-feira (9), em Curitiba. Eles decidem hoje se encerram a greve que já dura mais de 40 dias.
A assembleia começou por volta das 9h30, com a presença de cerca de 10 mil professores, funcionários de escolas e aposentados. A previsão é que a reunião termine por volta do meio-dia, depois das lideranças fazerem uma avaliação do movimento e de cinco pessoas se posicionarem contra ou a favor da manutenção da paralisação, iniciada no dia 27 de abril.
Ontem à noite, em reunião do comando de greve na sede da App Sindicato, a maioria dos chefes dos núcleos sindicais se manifestou pelo encerramento. Dos 29 núcleos, 23 votaram a favor, dois pela continuidade e quatro diretores ficaram divididos.
Por volta das 10h40, a presidência da mesa concedeu três minutos para cada chefe de núcleo declarar seu posicionamento. O presidente da App Londrina, Márcio André Ribeiro, foi o primeiro a falar e defendeu a continuidade do movimento. "Há vários problemas na proposta, como as faltas de abril que ainda não estão tiradas. Também entendemos que só podemos voltar às aulas com compromisso completo de que não haverá punição sobre os diretores, visto que eles tiveram um papel fundamental e importante na sustentação desse histórico movimento", disse. Ribeiro também defendeu o piso nacional de magistério. "Esse compromisso precisa ser respeitado, atitude que não acontece há alguns anos", completou.
Ainda de acordo com ele, a maioria dos docentes de Londrina quer continuar paralisado. "Refletimos e acreditamos que podemos permanecer em greve por mais um tempo para pressionar os deputados e sair de cabeça erguida", finalizou.
A proposta
O Executivo estadual ofereceu 3,45% de reajuste, em parcela única, no próximo mês de outubro, para todos os servidores, referentes à inflação entre os meses de maio - quando ocorre a data-base dos professores - e dezembro de 2014. Em janeiro de 2016, os servidores devem receber novo aumento, com a inflação acumulada em 2015, mais um ponto percentual. A mesma medida deve ser tomada em janeiro de 2017.
A categoria pede 8,17% de aumento na data-base, além da garantia de que as faltas não serão descontadas na folha de pagamento. As duas greves dos professores já consumiram 49 dias letivos, segundo o governo, desde o início do ano.
(Com informações da Agência Brasil).
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