Mariana Franco Ramos - Folha de Londrina
A oposição ao governador Beto Richa (PSDB) na Assembleia
Legislativa (AL) deve protocolar hoje (3) o pedido de abertura de uma Comissão
Parlamentar de Inquérito (CPI), com o objetivo de analisar a situação
financeira do Estado.
Os parlamentares questionam, entre outras questões, a
existência de uma dívida com fornecedores na ordem de R$ 1,3 bilhão e o
adiamento no pagamento do terço de férias dos servidores.
"Nós precisamos saber não só como o governador pretende
fazer o pagamento, mas principalmente quais foram as razões que geraram essa
dívida", afirmou o líder da oposição, Tadeu Veneri (PT).
Para que a CPI seja aberta,é preciso que ao menos 18 dos 54
membros da AL assinem o documento, tarefa que parece difícil, uma vez que a
maioria deles integra a base aliada.
"A nossa obrigação é apresentar. Não podemos aguardar
ter maioria aqui para decidir o que fazer", completou o petista.
Líder do governo, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) assegurou
que todos os requerimentos encaminhados para discutir os problemas de caixa do
Executivo serão aprovados. Entretanto, deu a entender que a CPI não deve
prosperar.
"Não tenho nenhum receio de CPI. Mas CPI tem de ter
fundamento. É difícil querer criminalizar a situação financeira do
Estado".
Perguntado se faria pressão para que os parlamentares da
base não assinassem, ele respondeu que ninguém chegou à AL "tangido, como
se fosse integrante de uma manada".

