Imagine uma cidade brasileira que mesmo após a globalização
ainda mantém grande influência da colonização japonesa em sua arquitetura,
ruas, parques e tradições.
Assim é Assaí (ou, em japonês, Asahi – Sol Nascente),
pequena cidade do norte do Paraná, que, com pouco mais de 16.000 mil
habitantes, possui aproximadamente 12,3% de sua população formada por japoneses
e descendentes.
Proporcionalmente, é a cidade brasileira com o maior número
de nipônicos. Atualmente está sendo construído o primeiro castelo nipônico do
país , que será o Memorial da Imigração Japonesa de Assaí, em homenagem aos
colonizadores da cidade.
A religião oriental também se mantém forte na região: o sino
do templo budista foi doado pelo governo japonês.
Outra colaboradora importante na história da cidade é Geni
Gocchi, que criou o Grupo de Dança Keshin há 29 anos, no qual ensina a dança
japonesa a alunos de todas as idades na tentativa de preservar essa tradição.
A região possui quatro escolas japonesas que ensinam a
escrita, a dança e os costumes para alunos de 06 a 80 anos.
Há 64 anos, as escolas realizam o festival Tenrankai, para
expor os trabalhos dos alunos. Ainda no festival, é servido nagashi somen,
macarrão tradicional de festividades japonesas.
O festival mostra diversas gerações reunidas pelo mesmo
propósito: manter a tradição.
“Não tem como negar a raça, todo mundo vai olhar para minha
cara e chamar de japa mesmo”, brinca Norio Shimada, membro da Liga de
Associações Culturais de Assaí – LACA.
Fotorreportagem: Melina Fleury – 4º ano de jornalismo
Fonte: Jornal Campus nº 419 Ano 44 da Universidade de
Brasília – DF (UNB)














