Iolando Lourenço – Repórter da Agência Brasil Edição: Nádia
Franco
O deputado André Vargas (PT-PR) acaba de renunciar à
primeira-vice-presidência da Câmara dos Deputados. Em carta enviada ao líder do
PT na Casa, Vicentinho (SP), Vargas diz que decidiu apresentar sua carta de
renúncia à vice-presidência da Câmara devido à instauração hoje (9) de processo
no Conselho de Ética para apurar denúncias apresentadas contra ele.
“Tomo esta decisão para me concentrar em minha defesa
perante o Conselho [de Ética] e para não prejudicar o andamento dos trabalhos
da Mesa Diretora, e também de preservar a imagem da Câmara, do meu partido e de
meus colegas deputados”, diz Vargas, que
se licenciou do mandato parlamentar por 60 dias, após as denúncias de
envolvimento com o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal na
Operação Lava Jato.
Na carta de renúncia, o parlamentar relata que tem
enfrentado “intenso bombardeio de denúncias e ilações lançadas em veículos de
imprensa”. Vargas ressaltou que tais denúncias são vazamentos ilegais de
informações, que terá oportunidade de esclarecer quando apresentar sua versão
dos fatos. “Enfrentarei tranquilamente este processo na certeza de que
provarei, ao final, que não cometi nenhum ato ilícito. Sigo, com muito orgulho
de minha história politica e minha luta, ao lado de tantos companheiros, em
defesa do povo paranaense e pela construção de um Brasil melhor”, conclui o
deputado.
Vicentinho disse que conversou com André Vargas e que está
convicto de que este não renunciará o mandato parlamentar. “Ele está firme na
decisão de não renunciar ao mandato para ter o direito de se defender das
acusações. A renúncia à vice-presidência ajuda a preservar a imagem da Câmara e
do partido”, destacou Vicentinho.
Caberá agora ao PT indicar um parlamentar para o cargo
deixado por Vargas. Segundo Vicentinho, o partido ainda não tem um nome
definido para indicar e essa definição irá ocorrer nos próximos dias. O
indicado terá que passar por votação do plenário da Casa.

