Redação Bonde com assessoria de imprensa
A nova diretoria, que presidirá a Corol – Cooperativa
Agroindustrial pelos próximos três anos foi eleita em assembléia realizada
nesta sexta-feira, dia 12 de julho, em Rolândia. Cerca de 250 cooperados e
convidados participaram da assembléia.
Apenas uma chapa para o Conselho Administrativo e uma para o
Conselho Fiscal se inscreveram. O Conselho Fiscal foi eleito por unanimidade. O
Conselho Administrativo, presidido pelo produtor João Menolli, teve apenas um
voto contrário.
A nova diretoria já responde pela entidade e se comprometeu
em, no prazo de 90 dias, apresentar o resultado das auditorias que estão em
andamento.
Foram contratadas as empresas Price Waterhouse Cooper, para
analisar o balanço patrimonial; até dezembro de 2012; a Martinelli Advocacia
Empresarial, que fará os levantamentos jurídicos legais das questões
societárias, trabalhistas, previdenciárias, tributárias, cíveis e também das
certidões; e a Engeval Engenharia de Avaliações Ltda., que avaliará o
patrimônio e determinará o valor de mercado do patrimônio da cooperativa.
O novo presidente da entidade, João Antonio Menolli, que
substitui o ex-presidente Eliseu de Paula, disse aos cooperados que sua gestão
será pautada pela transparência.
Menolli já presidia a comissão provisória que assumiu a
cooperativa há cerca de um mês, eleita em assembléia que destituiu a diretoria
anterior. A iniciativa da assembléia partiu de cooperados preocupados com a
situação financeira e administrativa da cooperativa, falta de prestação de
contas pela diretoria anterior e a não renegociação de dívidas altas e que
envolvem os cooperados. Estima-se que a dívida da Corol ultrapasse R$ 500
milhões.
"É um momento difícil, mas acreditamos que vamos
encontrar uma boa solução para todos os cooperados e para o
cooperativismo", disse Menolli.
Dívida
Um dos aspectos que também pesou na convocação, pelos
cooperados, da assembléia realizada em maio foi a cobrança, pelo BRDE, das
Notas de Crédito Rural assinadas pelos cooperados e que deveriam ser quitadas
pela cooperativa.
Cerca de 600 produtores assinaram 903 NCRs no valor de R$ 15
milhões. A cooperativa não pagou nenhuma delas, o que levou os cooperados a
terem os nomes incluídos no Serasa.
Presente à assembléia realizada nesta sexta-feira, o superintendente
do BRDE no Estado do Paraná, Paulo César Starki Junior, disse que o banco foi
procurado pela então diretoria provisória da Corol para conversar e negociar a
questão das NCRs. "Nós assumimos o compromisso com esta diretoria de que
vamos suspender as cobranças e aguardar os 90 dias até que sejam apresentados
os resultados das auditorias. Todas as ações administrativas que dependerem do
banco estão suspensas. Quanto ao que já está na justiça, não podemos fazer nada
mais", explicou ele.
Starki Jr. disse ainda que, ao final desses 90 dias, se for
composto um acordo entre a cooperativa e o banco, todo o valor das NCRs já
quitadas ou as parcelas já pagas será devolvido ao produtor. "Mas é
necessário que cheguemos a um acordo", ressaltou.
O superintendente da Ocepar, José Roberto Ricken, também
participou da assembléia e destacou que a entidade dará todo o apoio técnico e
jurídico necessários para a Corol enfrentar a atual crise.

