O senador Alvaro Dias (PSDB-PR), na sessão plenária desta
segunda-feira (13/05), fez coro com as duras e veementes críticas do Conselho
Federal de Medicina à pretensão do governo Dilma Rousseff de contratar seis mil
médicos cubanos para trabalharem no Brasil. A entidade, em nota, condenou “a
entrada de médicos estrangeiros ou de brasileiros que obtiveram diplomas em
cursos no exterior e que não tiveram sua respectiva revalidação como solução
para a cobertura assistencial nas áreas de difícil provimento”. Segundo afirmou
Alvaro Dias, o CFM destaca que medidas como a da contratação dos médicos
cubanos “ferem a lei e configuram uma pseudo assistência com maiores riscos
para a população. Por isso, além de temporárias, são temerárias por se
caracterizarem como programas político-eleitorais”. O senador salientou ainda a
informação, retirada de dados do próprio Ministério da Educação, de que nos
últimos três anos os médicos estrangeiros que realizaram o teste de validação
de diploma apresentaram um índice de reprovação de 99%. “A solução mágica para
a saúde encontrada pelo governo – contratação de seis mil médicos cubanos – é
uma decisão temerária e que expõe a saúde da população a risco potencial. Que a
população brasileira necessita de cobertura assistencial nas áreas de difícil provimento,
isso ninguém questiona. Mas precisam ser médicos qualificados”, disse o senador
Alvaro Dias. O CFM sustenta que “ao contrário do que asseguram os defensores
desta proposta, estudos indicam que os médicos estrangeiros tendem a migrar
para os grandes centros a médio e longo prazos. No entendimento do CFM, a
criação de uma carreira de Estado para o médico do SUS – com ênfase na atenção
primária (com a previsão de infraestrutura e de condições de trabalho
adequadas) – asseguraria a presença de médicos e um efetivo atendimento nas
áreas distantes e nas periferias dos grandes centros.” No Plenário, o senador
Alvaro Dias lembrou que a posição do CFM de que os médicos cubanos podem ser
mal preparados se baseia na baixa taxa de aprovação desses profissionais no
exame de revalidação de diploma de medicina (Revalida). De 182 profissionais
cubanos inscritos no teste, apenas 20 acabaram aprovados. O senador paranaense
apresentou também outros dados do Conselho Federal de Medicina que mostram que
40% dos médicos registrados nos CRMs do País não têm residência médica. “Isso
compromete seriamente a formação acadêmica. Pasmem: nos dois últimos anos, 12
mil médicos recém-formados não entraram em vagas de residência médica, por
ausência de vagas!”, asseverou o senador. Ao destacar os preocupantes índices
de reprovação de médicos estrangeiros na revalidação de seus diplomas no
Brasil, o senador Alvaro Dias relembrou o que dizia o médico e ex-prefeito de
Londrina, Dalton Paranaguá: “Dalton, um grande homem público, ex-secretário de
Saúde do Paraná, dizia que a saúde do povo é a suprema lei. Não é a preocupação
que se vê na intenção do governo federal de trazer médicos cubanos sem a devida
qualificação”.
Assessoria de Comunicação
Gabinete do Senador Alvaro Dias
Jornalista responsável: Cristiane Salles
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